Considerações sobre o Twitter – Parte II

twitter-baleiando

No início deste ano, quando a Acústica reformulou suas ações de marketing e adotou como foco as redes sociais, logo tratamos de criar uma página no Twitter, com o objetivo de alcançar alguns nichos específicos de clientes. Dizemos “nichos”, porque, apesar de os usuários da rede já significarem em si mesmo um grupo específico, temos a oportunidade de encontrar ali outros tantos tipos: dos apreciadores de música eletrônica aos leitores de notícias do mundo gospel.

Isso foi em fevereiro. Passaram-se dois meses – um período de tempo curtíssimo – mas são impressionantes as mudanças ocorridas de lá pra cá na “rede de microblogs”. O Twitter passou por períodos de “baleiagem” (gíria que se usa no meio, para os dias em que a ferramenta sofre com o excesso de tráfego, bugs e outros problemas), teve maior destaque na mídia e cresceu em popularidade. Aliás, os problemas no funcionamento do sistema vêm, em grande parte, deste crescimento no número de usuários.

Dois exemplos brasileiros recentes: no dia 14 de março, a Revista Época publicou matéria de capa sobre o Twitter, com foco nas questões de interação social e intimidade na web, bem como nas aproximações entre o uso da ferramenta e o sistema de mensagens de celulares. Sentimos o efeito didático da revista: aumento do número de usuários e novos seguidores. Isso sem que as ações de marketing da Acústica tivessem se concentrado no uso da ferramenta, nas últimas semanas. Aliás, o uso do Twitter foi basicamente experimental – sua utilização mais intensa se dará nas próximas semanas.

Um outro caso, de alcance maior ainda: no dia 19 de abril, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu matéria com foco em redes sociais, em especial no uso do Twitter, como ferramenta de interação e informação. Resultado: maior atenção e maior popularidade para a ferramenta. Obviamente, como destacam especialistas, apesar do aumento do número de usuários, a rede não alcança dimensões tão significativas como as do Orkut ou Myspace. Entretanto, a massificação de seu uso tem sido especulada. E seus usos também.

Lá fora, a massificação também é crescente. Recentemente, o ator Ashton Kutcher e a rede de notícias CNN entraram numa disputa pelo número de seguidores na rede. Kutcher venceu o desafio: alcançou antes da CNN o recorde de um milhão de seguidores. E mais, depois do presidente Barack Obama, do New York Times e de Britney Spears (alguns dos perfis mais seguidos no mundo), na última semana a popularíssima apresentadora de TV Oprah Winfrey apresentou-se como a mais nova usuária do Twitter, alcançando imediatamente milhares de seguidores. Coincidência ou não, o sistema mais uma vez lentificou, baleiou, e falou-se até num “efeito Oprah“.

Na imagem, mais uma das interrupções do Twitter, para manutenção do sistema, em constante crescimento. A rede, no ar desde 2006, se populariza entre empresas e usuários comuns.

Na imagem, mais uma das interrupções do Twitter: manutenção do sistema, em constante crescimento. A rede, no ar desde 2006, se populariza entre empresas e usuários comuns.

Percebemos, nesses últimos dois meses, um crescimento bastante expressivo dos usos da ferramenta como instrumento de marketing de empresas de diferentes ramos. E, paralelamente, os usos pessoais. A pesquisadora Raquel Recuero questiona se esses novos acessos levarão a ruídos comunicacionais, ou se resultarão mesmo no destaque para a “informação”, em detrimento da “conversação”.

O publicitário Iuri Brito, especialista em planejamento digital, em artigo no site Webinsider, apresenta uma série de recomendações para o bom uso comercial da ferramenta. Entre elas, “criar uma política de follow” (ou seja, definir exatamente que potenciais clientes e leitores queremos seguir) e “aderir ao autofollow” (ou seja, seguir, no Twitter, aqueles que têm interesse em seguir nossos conteúdos).

Dicas importantes, já praticadas pela equipe da Acústica. Recentemente, os targets da empresa obedeceram ao caráter bastante eclético da clientela, com bons retornos: fãs da cantora Cristina Mel no início de fevereiro, público apreciador do carnaval, no final daquele mês, apreciadores de teatro (com foco no espetáculo Clandestinos), além da conversação direta com músicos e usuários variados.

Os replies (respostas de usuários aos nossos conteúdos) e os retweets – ou RT, “repostagens” –  de conteúdos postados no Twitter da Acústica são provas do sucesso de campanhas planejadas. Em março e abril, usuários da rede repassaram entre si (e espontanemante) uma série de mensagens das lojas, durante a divulgação do “Festival 8 Graus e Casa da Sogra” e durante as promoções para o musical Clandestinos.

Nas próximas semanas, intensificaremos nossa inserção no Twitter. Guiados pelas novidades preparadas para o mês de maio, o objetivo é aumentar o diálogo com leitores/clientes, sem esquecer das ações em uma série de outras ferramentas. Estamos no Orkut, Last.fm, Youtube, Flickr, aqui no blog e no site institucional, além do Twitter – e o objetivo é fazer o melhor uso de cada ferramenta.

A preocupação é sempre a utilização correta e o diálogo com os leitores. E, acreditamos, isso tem dado muito certo. Aguardem novidades!

 

Posted on 22 de Abril de 2009, in ações de comunicação, cristina mel, equipe do blog, gospel, projetos, promoções, twitter and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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